domingo, 22 de janeiro de 2012


a todos os que passaram pelo marés
e povoaram a minha ausência...


 agora que mergulho no luto da minha sombra
e nele me restauro  inteira, para que a palavra sangre o dilema do silêncio
pouso o pulso aberto na força cega que arde violenta na garganta do poema.
inclino-me sobre a explicação  do mundo
e um breve pressentimento  da migração das aves.
ergo  a outra mão, diurna, na combustão perseguida do papel e escrevo.
como  a mãe que segreda ao filho a memória do amor.

trago um beijo terno e o desejo de um ano feliz

tela: gudiol

11 comentários:

AC disse...

Um regresso que se saúda, um regresso que é reencontro com alguém em permanente viagem...

Beijo :)

Mar Arável disse...

Aqui escreve-se com o coração

Belo

Hanaé Pais disse...

As aves, são os seres mais encantadores,porque são Livres, Livres...
O verdadeiro Amor é apenas o das mães, porque são Amores desinteressados, todos os outros amores procuram, desejam, apenas algo para beber...
Bom regresso.

A.S. disse...

A tua sombra tece luz!...
Vem e deixa que o papel seja devorado pelas tuas palavras!


Com carinho,
AL

heretico disse...

bom regresso.

e do silêncio se fez o lume da Palavra poética.

belíssimo.

beijos

Luis Eme disse...

que bela surpresa!

:)

beijos Luisa

Jaime A. disse...

No regresso, sempre a procura, a busca do do não-sentido, o talvez-pressentimento, o texto depurado...
Bem-vinda de volta.

© Piedade Araújo Sol disse...

em silêncio deixo o meu sorriso :)

Maria disse...

E de repente uma enorme saudade de te ler...

Um beijo
e um sorriso...

Virgínia do Carmo disse...

Imensa, sempre.

Espero que estejas bem, Maré.

Terno beijo

AmantedasLeituras disse...

maravilhoso. esperamos sinceramente que sinta curiosidade pela amantedasleituras. pessoas que escrevem com esta classe deve doar a garganta do seu poema a mais pessoas.