domingo, 5 de julho de 2009


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escreve as mãos para reconhecer a casa.
as palavras penduradas numa rigidez definitiva.

ajoelha-se
nos meandros de uma réstia penitente de luz.
o rosto infinitamente longo
onde explodem todas as aves.

ft : marta ferreira

14 comentários:

isabel mendes ferreira disse...

a isto eu chamo escrever MUITO BEM!

. raso-me de admiração. Maré....em explosão.



.


obrigada.

sempre.

lobices disse...

...e as aves explodiram na longa e infinita face de quem, de joelhos, penitente da réstea de luz existente na rigidez das palavras escritas nas palmas das mãos no reconhecimento da casa onde sua alma habita...

Luis Eme disse...

estupidamente, a rigidez torna as coisas definitivas...

bjs Maré

gabriela rocha martins disse...

....e da maré vasa se tem a foz de um rio

belíssimo

feito poema vestido de aves




.
um beijo

Pedro Branco disse...

Momento bonito, este!

Vieira Calado disse...

Este é um belo poema!

A meu ver, claro!

Beijinhoss

ausenda disse...

Uma réstea...de liberdade!

Bonito demais!

Beijo

mateo disse...

Ajoelhado... escrevo-te!
Beijo.

Isabel disse...

"foz" :) eu diria de ti!



beijo gratíssimo!






(pyano)

isabel mendes ferreira disse...

vim. re.vim. porque sim.

por me apetecer muito deixar um beijo.
só.

Arabica disse...

A casa guardada nela,
jangada de mãos escritas.


Beijo.

maria m. disse...

gostei tanto!

infinitamente belo.

Lucubrina disse...

"escreve as mãos para reconhecer a casa." e a imagem dizem tudo.

Espelhei-me

isabel mendes ferreira disse...

obrigada M.




sensibilizada. muito.

beijo terno.