quarta-feira, 3 de dezembro de 2008



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Foto : autor desconhecido


8 comentários:

Lugar do Olhar disse...

Soberbo este teu "desabafo".
Adorei...
"não há chuva que doa tanto
não há escala no lamento do violino"

Dores que nos trespassam...!

Um beijo

Podes espreitar http://poemas76.blogs.sapo.pt

gabriela rocha martins disse...

a necessidade de beber

POESIA
traz.me diaria
mente
ao teu canto
onde
me en CANTO
diaria
mente


.
um beijo

mateo disse...

Tão tarde para estudar a dor... tão tarde!
E para quê... se dói?
Ensopei-me nas tuas palavras salgadas.
Beijo.

Luis Eme disse...

não há?

então e o silêncio dessa tarde? a inquietude discordante?

bjs Maré

Graça Pires disse...

Regressar ao princípio dos barcos, quando o silêncio tinha a inquietude de um poema com asas e voos de pássaros solitários.
"não há ave que te regresse".
Belíssimo poema Maré. Um beijo

Vieira Calado disse...

Gostei muito deste seu poema.
Tem frases de grande sentido figurado e imagens muito belas.

Um abraço

LEIA SILAS Literatura Contemporânea disse...

Para Onde Vão as Pessoas Que Amamos


Para as Professoras da EMEF
José de Alcântara Machado Filho
Natal 2008, Real Parque, Morumbi, São Paulo


Elas chegam com a primavera no olhar
Sorriem – colocam ternura em nossas vidas
Conquistam nosso coração
E um dia, mudança de estação
Assim como chegaram, partem
E levam nossa alma.

Para onde vão as pessoas que nos conquistam?
Elas chegam com luz na alma e iluminam o nosso entorno
Marcam nossa esperança de sonhos revisitados
E um dia, assim como chegaram de mansinho
Preparam outros vôos, e se vão
A porta aberta para a iluminação.

Para onde vão as pessoas que nos fizeram amá-las?
Chegam doces, marcam com afeto, partem com o vento
E ficamos perdidos entre uma dimensão além da saudade
Pois a ausência não grita, produz tristeza
E então inventariamos cenários
Como um desjardim, no íntimo.

Talvez nunca mais nos vejamos
Talvez nunca mais nos reencontremos nessa vida
Talvez tudo seja uma bruma como fechamento de ciclo
Muito além de nossas identidades em comum
E nalgum ponto de fuga nos reconhecemos
Acreditando no amor, na amizade
Como uma plantação de campos de estrelas no espírito.

Talvez nunca mais seja a mesma coisa
Talvez nunca mais sejamos os mesmos
O que não cabe em nós, pois todo porto de partida
Leva também algum abrigo de nossas memórias
Assim como não sabemos para onde vão os astros
Quando o sentido de distanciamento é dentro da gente
Pois os nossos olhares irão com elas, de alguma maneira
E ficarão as lembranças dos doces momentos que passamos juntos.

Adeus, não chorem
Não choraremos; prometemos nunca esquecer vocês
Seja lá para onde forem
O que foram brilhantes aqui, de certo modo em outros lugares distantes de nós também brilharão
Outras bandeiras, outras conquistas, novos amigos
E então, de alguma maneira lá estaremos com vocês
Mas, por favor, nunca nos esqueçam
E quando descobrirem, dentro do coração
Quando tiverem a resposta, por favor, nos digam
Mesmo que seja com um sopro de menta na nossa encantação
Nos digam aqui, ou numa outra dimensão
Para onde vão as pessoas que amamos
Se junto com elas nossas vidas vão?

-0-

Professor Silas Correa Leite
EMEF José de Alcântara Machado Filho
Real Parque Morumbi, São Paulo
E-mail: poesilas@terra.com.br
Site: www.portas-lapsos.zip.net

Mar Arável disse...

nem chuva

que cante

como um violino